Mad Max 2: saiba por que este é um clássico filme de faroeste em 11 pontos (+1 divergência no final)

Heaven’s Gate (O Portal do Paraíso), de 1980, teve um orçamento relativamente alto para a época, de aproximadamente 44 milhões de dólares – porém arrecadou somente 3,5 milhões em bilheterias e marcou a carreira do diretor Michael Cimino. Muitos o consideram uma obra-prima. Outros afirmam, até hoje, que este foi o filme que sepultou o gênero Western.

Porém logo no ano seguinte, em 1981, fomos brindados com um filme de faroeste muito menos pretensioso artisticamente, todavia de enorme relevância cultural: Mad Max 2.

Mad-Max-2-poster

Cartaz de Mad Max 2

Aliando um roteiro simples à uma filmagem e montagem poderosas, o diretor australiano George Miller conseguiu surpreender o mundo pela segunda vez com esta sequência, após o sucesso do lançamento da franquia: Mad Max (1979). No caso do filme original já tínhamos uma grande obra, mas ainda não estava claro o gênero cinematográfico em que ele estava inserido. O mais comum é classifica-lo simplesmente como um filme distópico de ação.

Já sua sequência, Mad Max 2: A Caçada Continua, ou The Road Warrior (O Guerreiro da Estrada, nome com o qual foi lançado nos Estados Unidos), do qual tratamos aqui, é um icônico filme de Bang Bang, e há várias razões para isto ser verdade. É provável que muitas pessoas o tenham assistido com um olhar equivocado, em inúmeras reprises no Domingo Maior da Rede Globo. Algo como uma mistura bizarra de Rambo 3 com Blade Runner. Entretanto, com a visão correta, podemos notar nele todos os elementos que compõe a trama narrativa do Velho Oeste. Vejamos:

1 – O Deserto

mad-max-2-desertComo nos emblemáticos filmes de John Ford, como Rastros de Ódio (1956) e No Tempo das Diligências (1939), o deserto é o imenso cenário da história. Em Mad Max 2, George Miller expande o universo do personagem principal, Max Rockatansky, levando-o da cidade decadente para agora embrenhar-se no depósito de lixo, ou terreno baldio (Wasteland), do interior desolado da Austrália.

Absolutamente tudo se desenrola na solidão do incomensurável deserto, único destino possível para Max após de ter acabado com a gangue de Toecutter e submergido em sua própria depressão psicótica – afinal, quem não ficaria como o policial rodoviário Rockatansky depois de assistir amigos e família serem brutalmente assassinados?

2 – O Silêncio do Bom

Já que estamos sozinhos no deserto, não é preciso falar muito, não é mesmo? Apenas contemplar a paisagem é suficiente para dizer muito. O deserto em si atua como um personagem à parte e fala por si mesmo. Como um legítimo cowboy, Max é um homem de poucas palavras, e isto se reflete no roteiro.

mad-max-2-injuried-maxHá poucos diálogos nos 96 minutos da película, e esta economia de verbalização reflete a singeleza eficiente da estrutura como um tudo: uma introdução suficiente para localizar o espaço-tempo, uma luta universal por sobrevivência ao longo do espetáculo e um desfecho que se resume à coreografia inefável da fuga.

De certa forma, Mad Max 2 poderia ser um filme mudo, tamanha a desnecessidade de se expressar por meio de palavras quando tudo é bem dito com a câmera. Embora frugais, cowboys não precisam falar bonito – nem fazer amigos, nem para serem personagens exuberantes em sentidos. No caso de Max, temos uma bomba-relógio autoexplicativa no interior de seus olhos flamejantes.

3 – O discurso do Belo

Há uma paciência firme na composição dos espaços e da filmagem bucólica. Estamos em um faroeste, e a estética agreste tem grande peso narrativo. George Miller é uma espécie de poeta do silêncio, mas também das imagens. Não por acaso, uma das cenas mais belas de Mad Max 2 é quando o antagonista de Max, Lorde Humungus, ou o fanático Aiatolá do Rock and Roll, declama um poema de Goethe sob o pôr do sol.

mad-max-humungusHumungus representa a essência da estética do grotesco: um líder carismático, surpreendentemente musculoso na escassez do deserto, com cicatrizes físicas e psicológicas e que, no entanto, consegue ser um personagem extremamente atraente. Diríamos até que ele torna-se um fio de sanidade imerso na loucura que vem centenas de quilômetros após a civilização. Ele é o bully frio e apaixonado ao mesmo tempo, um homem que se tornou o paizão carinhoso de seus cachorrinhos da guerra (dogs of war).

George Miller pinta um quadro extremamente marcante, com notas e cores semelhantes aos quadros românticos do séc. XIX, que retratavam o interior da terra de forma mítica e idealizada, em algum ponto transbordando sentimentos que se comunicam diretamente com o interior dos personagens. Nas pinceladas de arremate temos também a precisa trilha sonora de Brian May, conduzindo o filme rumo ao oeste das forcas, dos fenos e dos tiros de pistola mortais.

4 – A vingança

Nos filmes de faroeste (far west), os personagens constantemente estão vagando pelo deserto em busca de algo: dinheiro, poder, comida, água, um cavalo ou vingança. Em Mad Max 2 temos um pouco de todos esses componentes. Em primeira instância, todos procuram combustível para impelir suas vidas adiante, cruzadas as fronteiras após a civilização.

mad-max-mel-gibsonLiteralmente, encontramos o petróleo refinado e transformado em gasolina, que alimenta os meios de locomoção utilizados no deserto. Mas também encontramos a comida que forra o estômago, colhida por Max entre os destroços da humanidade, como um enlatado de carne que seguirá das mãos deste para a boca de seu cachorro e, talvez, para seu prisioneiro e futuro amigo: o piloto de girocóptero Capitão Gyro.

Max somente se dispõe a ajudar os outros após perder tudo novamente: cachorro e carro. Ele, por motivos íntimos relacionados à sua perda de estrutura emocional, não quer se apegar à nova possibilidade de fazer parte de uma comunidade. Voluntariando-se para o sacrifício final em nome do embrião civilizatório que encontrou no meio do deserto, em algum nível Max também está dando continuidade à sua vingança pela morte da família. Ou ele viverá novamente vagando entre a areia e as ruínas ou ele morrerá tentando.

5 – O Plano Sequência e o Widescreen

Montado à moda antiga, Mad Max 2 apresenta poucos cortes se comparado aos filmes dos anos 2000 em diante. Nos filmes de velho oeste, é necessário um desenvolvimento mais lento das cenas para a melhor imersão nas paisagens fronteiriças. Não faria muito sentido apresentar cenas de ação com centenas de cortes rápidos e câmera tremulante quando temos tamanha beleza de figuras humanas e cenários.

mad-max-2-mountain-viewDe forma geral o filme segue esta regra dos filmes de fronteira: paciência para observar calmamente os vastos ambientes em grandes tomadas de câmera, até mesmo para situar o espectador acerca de tudo que ocorre ao redor. E, como nos filmes spaghetti western (faroeste italiano) de Sergio Leone, em Mad Max 2 também temos alguns closes no rosto dos personagens, transmitindo ao mesmo tempo o imenso quadro e o minúsculo detalhe.

6 – O forte/vilarejo

Em qualquer velho oeste sempre há uma cidadezinha pacata a ser tomada de assalto. Não poderia ser diferente no Outback Australiano, onde encontramos uma refinaria de combustível fortificada e transformada em comunidade por seus habitantes. Ali dentro encontramos inclusive a criação de animais como galinhas, numa tentativa precária de reproduzir a atividade pecuária no limiar da civilização.

mad-marx-2-refinariaA fábrica de gasolina é o elemento central da trama, objeto de disputa entre protagonistas e antagonistas e palco das grandes batalhas que precedem a guerra final. Não se trata apenas da luta por uma cidade, por poder ou riquezas. No caso dos filmes de Bang Bang, a cidadela representa o fiapo de esperança e união que conecta a todos no meio do deserto.

7 – Os índios/bandidos

E quem ataca o forte ou a cidade? Ou os índios ou os bandidos. Em Mad Max 2, os índios/bandidos são o bando de saqueadores liderados pelo Lorde Humungus, o guerreiro da terra devastada. Este cacique ponderado lidera pela sua sabedoria e uso da razão no momento apropriado, aplicando chaves-de-braço quando necessário.

mad-max-banditsOs penteados lembram o estilo dos índios moicanos, que eram retratados em muitos filmes de faroeste como mendigos e arruaceiros. Sob a coleira de Humungus, prontos para o ataque ao seu comando, temos os chamados gayboy-berserkers (algo como “meninos guerreiros efeminados”) e os smegma-crazies (ou loucos de/do esmegma), definições utilizadas pelo próprio chefão para denominar seus companheiros, numa caracterização marginal de seus membros: ou sodomitas ou estupradores. Seu Homem de Armas e fiel escudeiro é Wez, um alucinado nativo das estradas, com a pena vermelha no topo da cabeça.

Ainda, é importante destacar que uma das armas utilizadas nesta película de 1981 é o arco e flecha, tanto pelos personagens supostamente “bons”, quanto pelos “ruins”, e ambos são impactados por ela. Como nos velhos filmes de faroeste, o arco e flecha, bem como a pistola, marcam o estilo de uma época em que as coisas eram resolvidas sem meias palavras.

8 – A mocinha, Os mocinhos e o Xerife Feio

O lado do bem é representado pelos habitantes da cidadezinha localizada no interior da refinaria, que usam roupas brancas e têm uma linda amazona entre seus membros, liderados pelo sábio Pappagallo, que parece ser um homem que já lidou com muitas situações extremas e sabe a importância de seu pequeno projeto de civilização.

mad-max-warriorsPappagallo funciona como uma espécie de xerife local, na medida em que procura comandar as defesas de todo o forte e articular a resistência de seus membros contra os ataques externos, negociando e planejando com sabedoria as linhas de defesa e os planos de fuga. Em sua ajuda, temos a doce e brava atriz Virginia Hey, que representa não apenas a honra e a urbanidade, como também a esperança de procriação e continuidade para os homens brutos do deserto, incluindo o menino feral, que terá importante papel no futuro desta pequena sociedade. De certa forma, sua figura lembra um pouco a personagem “De Pé com Punho”, do filme de fronteira Dança com Lobos (1990), que foi raptada da civilização quando criança e levada a viver com “índios selvagens”. No caso do menino feral, este vive no limbo entre as migalhas da cidadela urbanizada, sem estabelecer muitos laços.

9 – O estranho sem nome

Como os antagonistas, Max Rockatansky usa roupas pretas, mas sua ambiguidade entre o bem e o mal fica menos relevante quando este se dispõe a ajudar o povo hostilizado pela gangue de Humungus. Como no filme O Estranho sem Nome (1973), de Clint Eastwood, e tantos outros do gênero western, temos um personagem outsider (forasteiro) que não tem passado nem futuro à sua frente.

mad-max-mel-gibson-02Neste caso, temos o forasteiro chamado Max, porém ele continua sendo um completo estranho ao cotidiano do vilarejo. Entretanto, os habitantes da cidade e Max possuem um inimigo em comum, que são os bandidos do Lord Humungus. O forasteiro, no fundo, não quer se envolver nesta briga, mas é levado a um posicionamento mais firme de um dos lados quando tenta fugir sozinho e é atacado.

A princípio, Max parece um mau personagem, mas ele o típico cara mau que preferia ser bom, ou escolheu de alguma forma ser momentaneamente bom, e ainda preserva algum senso de justiça. Do outro lado, ele enfrenta Humungus, que é um sujeito que aparenta ter tido alguma educação e intuição de bondade, mas que foi levado para o outro lado da batalha na aridez da luta pela sobrevivência no deserto.

Como o próprio Humungus cita, durante um encontro “diplomático” com os habitantes da refinaria, “ninguém ali está livre do pecado”, ou seja: todos eles provavelmente cometeram algum ato ofensivo aos olhos de Deus ou criminoso aos olhos dos homens para poder sobreviver sobre os escombros de Wasteland e chegar até ali. Não há sujeitos puramente bons ou maus nesta história.

Como no filme Três Homens em Conflito (1966), temos em Mad Max 2 estes três personagens fundamentais (Max, Pappagallo e Humungus) que estão em disputa em torno do bem valioso, ou da promessa de um futuro pacífico. Neste caso, o ouro em litígio é gasolina pura.

10 – O cavalo

Qualquer filme de velho oeste que se preze deve ter a figura do cavalo. Este animal pode ser representado de várias maneiras, de forma que o cowboy solitário tenha seu próprio e exclusivo meio de locomoção. Ele pode ser branco, malhado, preto…

mad-max-2-ford-falcon-v8-interceptor

Max encontra o Capitão Gyro

No primeiro Mad Max, o policial Rockatansky andava em seu carro formal da patrulha rodoviária até que, no final do filme, ele troca a tradicional viatura de vigilância pelo automóvel de perseguição preto, tunado e fora dos padrões convencionais: o Ford Falcon V8 Interceptor, que tem papel de destaque em Mad Max 2, atuando quase como um personagem em si. Tanto o carro quanto o cachorro são tipicamente australianos e fiéis escudeiros de Max.

O Interceptor preto é o cavalo de Max, com o qual o ex-policial cavalga sozinho através do deserto, sem rumo, sem destino, de cidadezinha em cidadezinha, sem ontem nem amanhã. Ele representa a independência e mobilidade do seu condutor nas areias da trama, mas sua cor também simboliza o estado psicológico no qual Max foi deixado pelas circunstâncias no terreno baldio sem fim de Wasteland.

11 – O assalto ao trem e a perseguição

Por fim, é muito comum encontrarmos nos filmes clássicos de Faroeste o ícone do trem, da locomotiva e seus vagões, que em grande medida significa a chegada do progresso no interior desolado do país, como em Era Uma Vez no Oeste (1968), de Sergio Leone.

No caso de Mad Max 2, não há um trem propriamente dito, mas o caminhão de combustível desempenha este papel de forma convincente, não apenas por seu porte e pela condução do bem valioso – alvo de cobiça entre todos – como também por sua desenvoltura nas estradas, que funcionam muito bem como trilhos firmes para a passagem da carreta.

mad-max-2-truckAlém disso, como não poderia deixar de ser, o trem, ou caminhão, sofre o assédio final por parte dos índios/bandidos, que buscam tomar o controle da locomotiva a qualquer custo e assaltar o valor contido em seu interior. A perseguição ocorre como o clímax do roteiro, momento da jornada do herói em que as coisas se encaminham para o tudo ou nada. É aqui, nas cenas de ação entre caminhões, carros e motos (locomotivas, carroças e cavalos) que George Miller executa um papel impecável de direção, demonstrando com precisão a sua arte de bem filmar, sob todos os ângulos e aspectos, sem apelar a excessos de edição.

Mad Max 2 é hábil em fazer das cenas de assalto ao caminhão o triunfo e o julgamento, a queda e a redenção de todos os personagens – momento grandioso em que todos os conflitos são finalmente resolvidos e cada qual tem seu destino sem volta. O progresso do combustível em abundância, bem como das grandes máquinas que o transportam, é a esperança que leva todos à morte – ou à terra prometida, que poderia ser a Califórnia, a costa ou qualquer outro lugar que represente um reencontro com a civilização.

Bônus: A Distopia ou Nem tão Clássico assim

Bem, todos os aspectos colocados colocam Mad Max 2 na mesma caixa de outros filmes clássicos de faroeste. Entretanto, é preciso recordar que toda a série Mad Max, ao contrário dos filmes de Velho Oeste, se passa no futuro – e não no passado. Um futuro não tão distante no tempo mas, de certa forma, distante na imagem que temos do futuro no tempo presente – porém relativamente próxima à imagem de futuro projetada em meados dos anos 70, quando a série foi concebida.

Sempre que olhamos à nossa frente podemos enxergar um futuro em que a sociedade melhorou em praticamente todos os termos, que chamaríamos de Utopia, ou futuro utópico. Mas também podemos olhar adiante e ver um futuro sombrio, em que a humanidade se degenerou ou acabou em colapso, situação que denominamos como Distopia, ou futuro distópico.

Mad Max 2 retrata um futuro distópico em que a humanidade como um todo foi levada à ruína pela guerra nuclear entre as superpotências do séc. XX (principalmente Estados Unidos e União Soviética). Estamos no deserto , vivendo sob as sobras do que restou da civilização, onde os sobreviventes lutam, sobretudo, para continuarem vivos quando não há mais forças. Não sabemos se todo o planeta virou um deserto pela radiação ou se aquele ainda é um ecossistema à parte.

comics-atomic-warDe outra forma, também podemos ver Mad Max 2 como um filme Steam Punk, não apenas pelos trajes usados pelos habitantes do deserto, que lembram punks londrinos dos anos 70, mas também porque o cenário e os personagens trazem similitudes com um futuro alternativo em que a tecnologia evoluiu baseada em elementos pré-eletricidade, como vapor ou, no caso, gasolina.

Também reside em Mad Max 2 um elemento homoerótico, principalmente entre a gangue de Humungus e seu subordinado Wez, algo que não é comum nos clássicos do velho oeste, conhecidos por ostentar uma suposta virilidade masculina. Porém, num cenário apocalíptico de anarquia e desespero, isto é exatamente o que deveríamos esperar dessa gente do deserto: todas as suas expectativas, medos, frustrações e sonhos são muito bem expressos no olhar atento de George Miller, na impressão lacônica de Mel Gibson e em todos os outros elementos do far west apresentados na tela. A homossexualidade, neste contexto, pode ser explicada – não apenas por pura preferência sexual dos habitantes de Wasteland, como também pela escassez feminina no mundo hostil que é apresentado.

O tempo em Mad Max 2 não nos levou ao mítico séc. XIX e suas diligências através do Arizona ou do Novo México. Porém nos encaminhou para o Outback Australiano e o desgraçado séc. XXI, com suas disputas mesquinhas pelo que nos restou de humanidade. Nada mais atual.

PS: Mad Max 2 custou aproximadamente 3,5 milhões de dólares e faturou em torno de 80 milhões.

Anúncios

5 comentários sobre “Mad Max 2: saiba por que este é um clássico filme de faroeste em 11 pontos (+1 divergência no final)

  1. Pingback: Mad Max 2: saiba por que este é um clássico filme de faroeste em 11 pontos | | QG dos Blogueiros

  2. Como esquecer Mad Max? Ele faz parte de minha geração. O filme piloto é o meu preferido (já o vi umas três vezes), com um Mel Gibson lindo e jovem. Não esqueço a cena quando ele ferido, caminhou puxando uma perna, em direção do seu carro, numa estrada sem fim. Só as suas pernas, com calças e botas pretas, no centro da cena já pareciam algo que não pertencia ao presente, mas sim a um futuro que podia estar próximo (a cena também transmite ameaça), mas sem que soubéssemos quando seria este futuro. E aí está o que para mim é genial em Mad Max 1 e 2: nos anos 70 e 80 Miller ainda não tinha usado efeitos tão extravagantes como os de hoje com ações super rápidas e cores construídas; assim o carácter utópico da trama não prevalece como tal, deixa pórem um prenúncio de um futuro nada benévolo, o qual esperamos que ele esteja muito, muito longe. O Mad Max mais recente deve ter muitos efeitos; acho que não vou vê-lo.

    Curtido por 1 pessoa

    • Ótimas observações, Mariluz! Mad Max é uma referência de época, de cinema econômico e belo ao mesmo tempo. Mad Max: Estrada da Fúria é também ao seu modo um grande filme e, embora seja mais extravagante, provavelmente se situa entre os melhores desta década, temos novamente uma ótima assinatura de George Miller.

      Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s