Para além de Holly Golightly: 5 filmes para conhecer melhor Audrey Hepburn

Audrey Hepburn foi daquelas atrizes marcantes na história do cinema e na memória afetiva de todo o mundo. Seu rosto delicado e angelical é inesquecível por si só. Mas quando temos, além disso, toda uma indústria focada em sua beleza e talento teatral, então a personagem e a pessoa se confundem, necessariamente tornando-se um clássico.

Como esquecer a acompanhante de luxo Holly Golightly e suas feições melancólicas enquanto ela faz seu trivial café da manhã, vestida impecavelmente, em frente à vitrine da loja de jóias Tiffany? Esta cena ficou eternizada coletivamente para milhões de pessoas, não apenas através do filme Bonequinha de Luxo (1961), mas também por meio de uma série de produtos populares derivados de sua imagem, como camisetas, almofadas e pôsteres.

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Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo

Para além da mulher apaixonada pela vida e pela carreira, dos relacionamentos e divórcios conturbados e da mãe zelosa por trás da atiz, Hepburn também sofreu como refugiada durante a Segunda Guerra Mundial, período de sua infância no qual permaneceu na Holanda com a mãe, distante da Inglaterra natal e perdendo muitos conhecidos para o horror nazista. Tais fatos a levaram a tornar-se embaixadora da Unicef no final de sua vida, em gratidão ao apoio recebido nos anos 1940.

Embora após 1967 Audrey Hepburn tenha filmado apenas esporadicamente, dedicando mais tempo à sua vida pessoal e aos dois filhos de seus casamentos com o ator Mel Ferrer e o psiquiatra italiano Andrea Dotti, sua carreira foi muito prolífica, sendo que temos muitos exemplares de filmes dignos de serem vistos muitas vezes. Sem desmerecer a adorável personagem Holly do diretor Blake Edwards, o cardápio cinematográfico de Audrey reserva outras iguarias, como essas:

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Um Clarão nas Trevas

1 – Um Clarão nas Trevas
Ano: 1967, Duração: 108 min.
Diretor: Terence Young

Este filme, baseado numa peça da Broadway de Frederick Knott, foi aclamado pela crítica e rendeu à Audrey Hepburn mais uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz (o qual já havia vencido por A Princesa e o Plebeu, de 1953). Ela atua no papel de Suzy – uma jovem casada que, por acaso, enquanto viajava de avião com seu marido, recebe de outra passageira uma antiga boneca, sem maiores explicações.

Audrey brinda os espectadores com uma excelente personagem, em um suspense de tirar o fôlego. Por quê? Ora, porque a boneca estava cheia de drogas e Suzy é cega, enquanto traficantes e vigaristas vão tentar recuperar o produto na casa de Suzy quando ela está sozinha. Será que uma jovem cega pode escapar dessa cilada?

2 – Uma Cruz à Beira do Abismo
Ano: 1959, Duração: 149 min.
Diretor: Fred Zinnemann

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Uma Cruz à Beira do Abismo

Aqui temos um filme que trata das dúvidas existenciais e martírios profissionais enfrentados pela maioria das pessoas na escolha da carreira. Audrey é uma jovem belga aspirante a freira que também exerce o trabalho de enfermeira em seu convento. Seu maior desejo é servir ao povo do Congo Belga, para onde, após algumas idas e vidas, é finalmente enviada. Porém, ao contrário do que imaginava, ela irá ajudar um médico cirurgião em um hospital para brancos, e não para a população nativa, como era seu desejo.

Após se recuperar de tuberculose e ser enviada novamente à Bélgica, ela desiste de voltar à África pois está sendo consumida pela insegurança quanto aos votos de sua missão e, além disto, a guerra é iminente, tanto no Congo quanto na Europa. A Bélgica é finalmente invadida pelos nazistas, fato que se confunde com a história de vida de Hepburn, que disse ter adorado atuar nesse papel.  O filme é baseado no livro homônimo de Kathryn Hulme e rendeu à Audrey mais uma indicação ao Oscar.

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A Infâmia

3 – A Infâmia
Ano: 1961, Duração: 107 min.
Diretor: William Wyler

Quando duas diretoras de uma colégio para mulheres são acusadas de lesbianismo, uma série de transtornos e infortúnios se abatem sobre suas vidas. Audrey Hepburn interpreta Karen Wright, uma das diretoras. Karen é noiva do médico Joe Cardin, pelo qual Mary, estudante da escola de Karen, é apaixonada. Mais um filme baseado em um livro, neste caso a obra homônima de Lillian Hellman que, por sua vez, buscou inspiração numa história real acontecida no Reino Unido ainda no séc. XIX.

Após sofrer uma punição escolar por mau comportamento, Mary espalha um boato de que Karen seria amante da outra diretora da escola, Martha Dobie. A situação fica insustentável, pois Mary jura que a história é verdade e a instituição perde a boa reputação na comunidade. O caso chega à justiça e aos jornais, levando à separação do casal Karen e Joe, bem como à violenta crise de identidade sexual de Martha.

4 – Robin e Marian
Ano: 1976, Duração: 106 min.
Diretor: Richard Lester

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Robin e Marian

Embora atue num papel coadjuvante, após ausência de 8 anos dos cinemas para cuidar de sua vida pessoal, Audrey retorna em grande forma neste filme de Richard Lester, o mesmo diretor de filmes dos Beatles e Superman II e III. Vemos aqui a história de um Robin Hood envelhecido, interpretado por Sean Connery, que luta na França em favor do Rei Ricardo Coração de Leão. Após ser dispensado de seus votos de subordinação ao Rei, Robin volta à Inglaterra.

Lá ele reencontra Marian (Audrey Hepburn), que se tornou freira e está em cativeiro na abadia à mando do Rei e do Xerife de Nottingham. Claro que Robin irá resgatá-la, apesar da recusa se Marian, que não quer problemas. Após isto, as notícias da volta de Robin Hood se espalham e o Xerife arma uma batalha em campo aberto para derrotá-lo. Então Robin fica muito ferido e somente Marian poderá lhe ajudar a encontrar a cura, que será dolorosa para ambos.

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Amor entre Ladrões

5 – Amor entre Ladrões
Ano: 1987, Duração: 100 min.
Diretor: Roger Young

Nesta produção feita para o canal de televisão ABC, Audrey interpreta a baronesa e pianista Caroline DuLac que, para resgatar seu noivo que está sequestrado no México, aceita roubar jóias valiosas de um museu de São Francisco. No caminho ela conhece o vagabundo Mike Chambers, que salva sua vida quando um homem misterioso tenta matá-la. Mesmo assim o casal é capturado por bandidos – que ninguém sabe se fazem parte do esquema – e são persuadidos a entregar as jóias.

Amor entre Ladrões é notável por algumas coisas relacionadas à Audrey Hepburn, não apenas por sustentar diálogos que fazem homenagem aos seus primeiros filmes, mas também por ser a única obra de sua carreira feita para a televisão. Depois de se ausentar novamente das telonas, desta vez por 6 anos (seu último filme havia sido Muito Riso e Muita Alegria, de 1981), Hepburn estrela o último filme e o último beijo artístico de sua carreira com o ator Robert Wagner, deixando toda uma geração órfã de seu talento. Em seguida ela faria apenas uma aparição especial no filme de Steven Spielberg Além da Eternidade (1989), para finalmente se aposentar e dedicar-se aos projetos da Unicef.

Ficou curioso? Confira mais sobre Audrey Hepburn e estes filmes nos links abaixo:

https://filmow.com/um-clarao-nas-trevas-t9443/
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-4840/criticas/espectadores/
http://megafilmesonline.net/robin-e-marian-dublado/
http://filmescult.com.br/infamia-1961/
http://www.cinedica.com.br/Filme-Amor-Entre-Ladroes-1868260281.php

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5 comentários sobre “Para além de Holly Golightly: 5 filmes para conhecer melhor Audrey Hepburn

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