6 razões para amar Alex Kidd in Miracle World (+ 1 bônus no final)

A maioria das pessoas nascidas de 1980 em diante ainda está ou já passou por essa fase – após enfrentar muitos perigos, derrotar o chefão e salvar a princesa no final: a fase de jogador de videogame. Essa tal fase da minha vida, onde não fiz uma pontuação digna de aparecer no ranking, foi inundada nas águas do tempo e deixou muita saudade. O mundo era mais ingênuo de 1990 a 1995, e eu também.

O que todo pré-adolescente como eu desejava ter naquela época – nosso sonho de consumo – era algo tão singelo quanto extraordinário: um console chamado Master System II, que vinha com o jogo Alex Kidd in Miracle World na memória – uma revolução para a época, quando ainda vivíamos o “Padrão Fita”. Quantas tardes após a escola passei horas tentando lidar com aquele controle quadradinho de dois botões, enquanto tomava meu Toddynho…

Tínhamos em mãos um jogo definitivamente adorável, e ainda bem que demos valor no momento certo. Não apenas por sua estrutura e jogabilidades, muito interessantes para a época, como por outras razões mais afetivas. Quer saber por quê? Então confira essa lista de 6 razões para amar Alex Kidd in Miracle World!

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1 – A história era incrível

Como não se apaixonar pela história de Alex Kidd que, mesmo sendo lugar-comum em muitos roteiros, nos fazia suspirar pelo jogo? Basicamente um recém-formado na arte marcial Shellcore, há muitos séculos no Planeta Aries, o personagem havia acabado de deixar seus estudos no Monte Eterno quando recebeu de um idoso o mapa para salvar a cidade e a princesa de Radactian de um grande perigo. Precisa mais?

2 – A gente podia pular, nadar e quebrar pedras com as mãos

Bom, isso certamente é possível fazer mais e melhoralex-kidd-in-miracle-world05 em muitos outros jogos, mas havia algo especial na jogabilidade de Alex Kidd in Miracle World, que foi o primeiro e provavelmente melhor jogo da franquia. Por mais que o domínio daquele controle fosse algo ao mesmo tempo simples e inusitado, também tínhamos uma sensação de destreza e naturalidade em todos os movimentos do personagem, que saltava tão longe como uma mola, nadava tão bem quanto um peixe e batia tão forte quanto um mestre em Shellcore.

2 – Os desenhos e personagens eram muito legais

Apesar de parecer toscos aos olhos de hoje, o visual do jogo era incrível, muito rico em detalhes e bonito de se ver. As cores saltavam aos olhos e, às vezes, parecia que estávamos vivendo todas aquelas experiências dentro de um quadrinho ou gibi muito colorido, com bordas negras e grossas ao redor dos personagens – muitos dos quais eram tão fabulosos quanto um polvo venenoso, um touro bravo ou um macaco irritante. Isto sem mencionar aqueles fantasmas amedrontadores que provocavam pânico só de pensar.

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3 – A trilha e os efeitos sonoros marcaram época

Alex kidd shop 13Não há como explicar ou descrever de modo adequado aquela música diferente que tocava em cada fase do jogo, ou os sons escutados em cada movimento feito pelos personagens. Pense em qualquer música dos anos 80, retire os vocais, mantenha apenas as batidas eletrônicas e você estará muito perto de entender o que era a trilha do jogo. Até hoje é difícil negligenciar a influência sonora de Alex Kidd em minha vida. Ainda escuto aqueles sons toda vez que respiro, e ultimamente tenho feito muito isso.

4 – Havia todo tipo de cenário e acessórios

Não apenas mais de um castelo: tínhamos também penhascos, bosques, vilas, cavernas, lagos e inúmeros objetos flutuantes. Além disso, havia uma série de utensílios disponíveis para Alex Kidd conquistar seus objetivos, como um anel de magia, uma moto, um helicóptero, a habilidade de flutuar, etc. E, o mais bacana era que havia sacos de dinheiro flutuando ou espalhados por praticamente todo Planeta Aries, o que propiciava a Alex comprar diversos itens na loja.

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5 – Os chefões jogavam Pedra, Papel e Tesoura

alex-kidd-in-miracle-world03Para completar a aventura, após cada núcleo de fases éramos obrigados a enfrentar chefões bizarros, com os quais era preciso superar o desafio da pedra, papel e tesoura, um jogo simples, rápido e disputado com as mãos, contando muito com algum golpe de sorte ou a proveitosa leitura do pensamento alheio. Depois de algumas vitórias, também era preciso vencê-los numa luta, que não era tão complicada, mas dava certo trabalho.

6 – Os castelos eram dificílimos

Talvez não para um marmanjo de 25, mas para uma criança de 10 anos atravessar aqueles castelos labirínticos, repletos de armadilhas, escorpiões, lanças afiadas e chamas ardentes era uma tarefa extraordinária depois da escola. Como passar por aqui? Não dá. E por ali? Também não serve. Qual é o caminho? Estou perdido! No passo seguinte você já havia morrido. Não tinha muita coisa lá, a maior parte dos espaços eram praticamente ocos, mas certamente eu nunca havia passado por tantos perigos como naquelas masmorras.

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Bônus

Lembrar é sempre bom, e ainda melhor quando a lembrança é de uma fita como Alex Kidd in Miracle World, que nos marcou tanto a infância. Porém, é preciso lembrar aos mais jovens: naquela época não tinha essa de salvar o progresso do jogo! A coisa toda era para os fortes. Se você morresse e perdesse todas as suas vidas, bye bye, sentimos muito. Era preciso recomeçar tudo desde o início. Por isso mesmo levei alguns anos até conseguir fechar o jogo pela primeira vez – que foi provavelmente a única oportunidade, se não me falha a memória, após muita paciência e prática.

AlexKidd09Não é como se eu tivesse me tornado um mestre no Shellcore, mas dava para me virar, quebrar muitas pedras, dar muitos socos, ganhar muitos desafios e salvar a princesa. Na pior das hipóteses, caso perdesse todas as minhas vidas, havia uma maracutaia que muitas crianças acionavam no momento certo: apertar o botão direcional para cima e pressionar a tecla 2 inúmeras vezes com muita rapidez. Com sorte você ganhava mais algumas vidas. De certa forma, podemos afirmar que Alex Kidd in Miracle World descobriu o segredo da juventude, sendo um daqueles jogos clássicos que permanecem vivos entre os fãs até agora.

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3 comentários sobre “6 razões para amar Alex Kidd in Miracle World (+ 1 bônus no final)

  1. Pingback: Das grandes questões da humanidade – Centopeia

  2. Nossa, desenterrou minha infância!

    Eu acho que levei uns 7 anos para chegar no fim.
    Não foi fácil!

    Esse joguinho era muito bom.
    A família inteira ficava na torcida pra gente não cair nos espinhos na floresta 🙂

    Vendo ele comer o bolinho de arroz na última imagem me lembrou da outra versão, onde ele come um hambúrguer.
    Você chegou a ver essa?

    Abraço,
    Lucas Palhão

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